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“5 Saídas Verdes para a Crise” - Reabilitação urbana: Melhores edifícios, Maior eficiência, Mais emprego

Quarta-feira, 06.06.12

 

A Conferência Rio+20 terá lugar no Rio de Janeiro entre 20 e 22 de junho e reunirá primeiros-ministros e chefes de Estado de todo o mundo. Ao mesmo tempo, e durante duas semanas, terá lugar na mesma cidade, a Cúpula dos Povos, uma reunião de organizações não governamentais aberta a toda a população que procurará fazer eco das ideias da sociedade civil sobre o futuro do planeta.

Depois do sucesso da ECO/92 há vinte anos com a aprovação de uma agenda mundial para a sustentabilidade (Agenda 21) e três Convenções das Nações Unidas (clima, desertificação e biodiversidade), a Rio+20 que terá lugar num ambiente de pessimismo e preocupação generalizado é também uma forma de inspiração, de mudança de paradigma, de uma sociedade que deve apostar verdadeiramente num desenvolvimento sustentável e não apenas no crescimento.

Para ultrapassarmos as várias crises que marcam o mundo (alimentação, energia, clima e finanças) necessitamos de uma ação coordenada rumo a uma redução da pegada ecológica, principalmente dos países mais desenvolvidos, através da aposta em fontes renováveis e num uso o mais eficiente possível dos materiais e da energia.

A iniciativa da Quercus “5 Saídas Verdes para a Crise” pretendeu mostrar alguns dos setores-chave em Portugal (energia, agricultura, florestas, pescas e reabilitação urbana), onde o estímulo e o investimento não podem ser esquecidos pela oportunidade de criação de emprego, assegurando uma maior independência e sustentabilidade do país.

Quercus quer Portugal a reabilitar muito mais que a construir

Os edifícios representam 40% do consumo total de energia na União Europeia. Em Portugal, representam 28% do consumo de energia final e 60% do consumo de eletricidade produzida. A redução do consumo de energia e a utilização de energias renováveis no sector dos edifícios (serviços e residencial) constituem medidas fundamentais para reduzir a dependência energética do exterior e, consequentemente, as emissões de gases com efeito de estufa.

Em Portugal, como no resto da Europa, o próximo desafio neste sector será o da reabilitação pois, de uma forma geral, já existem mais edifícios do que o país precisa para assegurar as suas necessidades. A reabilitação dos edifícios existentes, é fundamental para tornar o sector mais eficiente energeticamente.

Ao nível dos edifícios residenciais, existem 1,9 milhões de fogos que carecem de intervenção, o que corresponde a 34% do parque habitacional nacional. No entanto, o segmento da reabilitação tem um peso reduzido, intervindo em apenas 6,5% dos fogos existentes, enquanto na Europa este valor ascende aos 37%.

Dentro das atividades humanas, o sector da construção é o maior consumidor de recursos naturais, gerando ao mesmo tempo grandes quantidades de resíduos. Os impactes ambientais dos edifícios refletem-se ao longo do seu ciclo de vida, desde a conceção à operação e desconstrução. No entanto, o principal impacte ambiental dos edifícios tem lugar durante a sua operação ou exploração, ao longo dos anos, sobretudo em termos de consumo energético.

O Estado tem aqui também um papel fundamental de atuação e exemplo, pois os edifícios da administração pública representavam cerca de 6% do consumo total de eletricidade em 2009.

Sector da reabilitação urbana tem um contributo fundamental para o emprego verde

Nos últimos 30 anos, o investimento do sector da habitação esteve concentrado na construção de novos edifícios, tendo a reabilitação do edificado existente sido praticamente negligenciada, assumindo atualmente um peso de apenas 6,5% no mercado da construção em Portugal. Esta situação originou uma degradação progressiva das cidades decorrente do envelhecimento próprio. Por isso, torna-se imprescindível o desenvolvimento de processos de reabilitação urbana integrada, racionalizando recursos e evitando intervenções dispersas que possam revelar-se contraditórias.

Esta realidade traduz-se num potencial elevado de crescimento do mercado da reabilitação em Portugal, estimado em cerca de 28 mil milhões de euros, só na componente de reabilitação do edificado habitacional. Isto pode representar a curto prazo a manutenção dos cerca de 140 mil postos de trabalho que o setor tem neste momento em risco, e uma recuperação do peso do sector no PIB nacional que desceu de 8,4% em 2001 para 4,9% em 2010.

Ao nível da UE e dos Estados Unidos, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o ambiente, tornar a indústria da construção mais verde pode representar a criação de pelo menos 2 milhões de empregos

Estratégia inclui conjugação de políticas de incentivo, arrendamento, e tributação do património imobiliário

Para a Quercus, e apesar das dificuldades económicas que o país atravessa, é fundamental apresentar incentivos para o investimento na reabilitação urbana, para além de se avaliar o impacte da reavaliação dos imóveis do ponto de vista tributário, bem como afinar o conteúdo das novas regras relativas ao arrendamento, cujo anúncio está previsto para breve por parte do Ministério do Ambiente.


Lisboa, 5 de junho de 2012

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

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publicado por Quercus às 15:37

Dia Mundial do Ambiente: Última das 5 Saídas Verdes para a Crise será dedicada à Reabilitação Urbana

Terça-feira, 05.06.12

A Quercus promove hoje, Dia Mundial do Ambiente, uma visita coordenada com o GECoRPA – Grémio do Património e a Autoridade Tributária e Aduaneira, seguida do encerramento da iniciativa "5 Saídas Verdes para a Crise", com a presença da Sra. Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território.

A Quercus escolheu um edifício da Autoridade Tributária e Aduaneira para mostrar quão importante é proceder-se à reabilitação urbana, quer de edifícios públicos de serviços, quer de edifícios de habitação, como forma de revitalizar os centros urbanos e o setor da construção que até agora se tem focado na nova construção. A escolha é simbólica porque a tributação dos imóveis, as alterações à lei do arrendamento, e a promoção de incentivos, são aspetos diretamente relacionados com o papel do Ministério das Finanças, mas que possuem importantes consequências ambientais.


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publicado por Quercus às 16:00

"5 Saídas Verdes para a Crise": Agricultura Biológica

Domingo, 03.06.12

No passado dia 1 de junho, 6ª feira, a Quercus promoveu uma visita coordenada com a Herdade do Freixo do Meio, a Agrobio e a Interbio, seguida de uma pequena sessão sobre o tema da Agricultura Biológica, nesta Herdade localizada em Foros de Vale Figueira, concelho de Montemor-o-Novo.

A Agricultura Biológica

A Agricultura Biológica é um modo de produção que visa produzir alimentos e fibras têxteis de elevada qualidade, saudáveis, ao mesmo tempo que promove práticas sustentáveis e de impacto positivo no ecossistema agrícola. Assim, através do uso adequado de métodos preventivos e culturais, tais como as rotações, os adubos verdes, a compostagem, as consociações e a instalação de sebes vivas, entre outros, fomenta a melhoria da fertilidade do solo e a biodiversidade.

A Agricultura Biológica é também conhecida como “agricultura orgânica” (Brasil e países de língua inglesa), “agricultura ecológica” (Espanha, Dinamarca) ou “agricultura natural” (Japão). Na Europa, a Agricultura Biológica é alvo de legislação específica, estabelecendo normas detalhadas cujo cumprimento é controlado e certificado por organismos acreditados para o efeito. Os produtos de Agricultura Biológica são reconhecidos pelo logótipo europeu de Agricultura Biológica e este modo de produção tem crescido exponencialmente ao longo dos últimos anos, sendo praticado em mais de 120 países. Também o mercado de Agricultura Biológica encontra-se em franco crescimento.

Medidas necessárias ao desenvolvimento da Agricultura Biológica

O programa desta visita, dedicado à Agricultura Biológica, e que contou com a presença do Secretário de Estado da Agricultura, Eng. José Diogo Santiago Albuquerque, decorreu ao longo de cerca de duas horas, incluindo uma visita à Herdade totalmente convertida ao Modo de Produção Biológica e onde os convidados puderam tomar contacto com as práticas agrícolas aí desenvolvidas. De seguida tiveram lugar as intervenções dos representantes das várias entidades presentes: Dr. Nuno Sequeira, Presidente da Direcção Nacional da Quercus; Eng. Jaime Ferreira, Presidente da Direcção da Agrobio; Eng. Alfredo Cunhal Sendim, Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Interbio e  Eng. José Diogo Santiago Albuquerque, Secretário de Estado da Agricultura.

No final da visita decorreu um animado e interessante debate sobre diversas temáticas relacionadas com a Agricultura Biológica, onde foi possível chegar a vários pontos de acordo entre os presentes. Assim, e para que o desenvolvimento da Agricultura Biológica possa continuar a ocorrer no nosso país será necessário que exista uma maior aposta do Estado neste modo de produção, nomeadamente no que diz respeito à utilização de alimentos biológicos em alguns estabelecimentos tais como cantinas escolares, lares e hospitais; a uma maior aposta no consumo de produtos nacionais e da época e ao refinamento dos critérios de elegibilidade para o Greenning, no âmbito da reforma da Política Agrícola Comum.

Também será fundamental o entendimento por parte do Estado do compromisso social e da sustentabilidade associada aos produtos de Agricultura Biológica, bem como uma maior divulgação desta junto dos consumidores, criando uma campanha nacional destinada ao efeito. Ao nível de medidas especifícas a operar neste sector será necessário clarificar e implantar um maior número de unidades de transformação e distribuição que complementem as unidades de produção existentes, criar um quadro nacional de abate de animais e garantir a existência de um reforço da supervisão do sistema certificador.

Na medida em que o desenvolvimento rural é um factor fundamental ao ordenamento do território e à conservação dos recursos naturais, a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, a Agrobio – Associação Portuguesa de Agricultura Biológica e a Interbio – Associação Interprofissional para a Agricultura Biológica acordaram em desenvolver futuramente um trabalho conjunto que possa potenciar ainda mais o desenvolvimento deste modo de produção em Portugal.

A caminho da Conferência Rio+20 - próxima iniciativa “5 Saídas Verdes para a Crise”

Esta foi a quarta visita da iniciativa da Quercus “5 Saídas Verdes para a Crise”, que pretende chamar a atenção para a Conferencia Rio+20 e mostrar alguns dos sectores-chave em Portugal (energia, agricultura, florestas, pescas e reabilitação urbana), onde o estímulo e o investimento não podem ser esquecidos pela oportunidade de criação de emprego, assegurando uma maior independência e sustentabilidade do país. A 5ª e última saída decorrerá no próximo dia 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente, e será dedicada ao tema da Reabilitação Urbana. Esta saída será realizada no edifício reabilitado da Autoridade Tributária e contará com a presença da Sra. Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Dra. Assunção Cristas

A Conferência Rio+20 terá lugar no Rio de Janeiro entre 20 e 22 de Junho e reunirá primeiros-ministros e chefes de Estado de todo o mundo. Ao mesmo tempo, e durante duas semanas, terá lugar na mesma cidade, a Cúpula dos Povos, uma reunião de organizações não governamentais aberta a toda a população que procurará fazer eco das ideias da sociedade civil sobre o futuro do planeta.

Lisboa, 2 de Junho de 2012
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

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publicado por Quercus às 23:55

4ª Saída Verde para a Crise: Agricultura Biológica

Quinta-feira, 31.05.12

A Quercus promove amanhã uma visita coordenada com a Herdade do Freixo do Meio, a Agrobio e a Interbio, seguida de uma pequena sessão sobre o tema da Agricultura Biológica, nesta Herdade localizada em Foros de Vale Figueira, concelho de Montemor-o-Novo. A Agricultura Biológica é um modo de produção que visa produzir alimentos e fibras têxteis de elevada qualidade, saudáveis, ao mesmo tempo que promove práticas sustentáveis e de impacto positivo no ecossistema agrícola. Assim, através do uso adequado de métodos preventivos e culturais, tais como as rotações, os adubos verdes, a compostagem, as consociações e a instalação de sebes vivas, entre outros, fomenta a melhoria da fertilidade do solo e a biodiversidade.

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publicado por Quercus às 22:00

Pescas: salvaguardar os recursos das ameaças, explorá-los de forma sustentável e investir no sector conserveiro

Quarta-feira, 30.05.12

O setor das pescas é um elemento fundamental na estratégia de aproveitamento dos recursos do mar, tão significativos para Portugal, sendo os oceanos um dos sete temas críticos na Conferência Rio+20. No âmbito da iniciativa “5 Saídas Verdes para a Crise”, a Quercus e o Secretário de Estado do Mar, Doutor Manuel Pinto de Abreu, visitaram hoje a fábrica Ramirez em Matosinhos, uma empresa com 159 anos, sendo a mais antiga conserveira mundial em laboração.


À escala de Portugal, e tendo em conta também o emprego verde proporcionado pelo sector, importa destacar que:
- Os portugueses são os terceiros maiores consumidores de pescado a nível mundial (57 kg/ano), depois de islandeses e japoneses;
- Existem 21 fábricas de conservas em laboração, 18 no Continente e 3 nos Açores, sendo as do Continente responsáveis por cerca de 3 500 postos de trabalho diretos e outros tantos indiretos;
- Fabricam-se anualmente cerca de 50 000 toneladas de conservas de peixe;
- O volume de negócios do sector das conservas de peixe em Portugal ronda os 220 milhões de euros, com a exportação a representar cerca de 56% deste valor;
- A primeira fábrica de conservas de sardinha nasceu há 122 anos em Setúbal;
- A pesca da sardinha pela arte do cerco foi a primeira arte de pesca nacional e a primeira arte de pesca da sardinha na Europa a obter uma certificação pelo Marine Stewardship Council, tendo assim passado a incluir o restrito grupo de pescarias mundiais com impacto mínimo sobre o ambiente e consciente quanto à necessidade de preservação dos recursos marinhos;
- A captura excessiva de algumas espécies e fenómenos como as alterações climáticas têm conduzido a quebras significativas na pesca de algumas espécies como o caso da sardinha que viu a sua quantidade reduzida em mais de 50% nos últimos 10 anos no total da costa portuguesa.

 

À escala mundial é importante referir que:
- Em 2008, as pescas asseguraram a 3 mil milhões de pessoas pelo menos 15 por cento da sua proteína animal. No mesmo ano, a venda de plantas aquáticas e peixes foi de 85 mil milhões de euros, e a indústria da pesca assegurou os meios de subsistência para cerca de 540 milhões de pessoas, ou 8 por cento da população mundial;
- Além de alimentos e emprego, os oceanos são um recurso natural que suportam indústrias de viagens e turismo, mineração, telecomunicações e transporte. Acresce ainda que algumas espécies marinhas têm utilização farmacêutica no tratamento de doenças como o cancro, o HIV a malária;
- Os oceanos também têm um papel importante no sistema climático global pela geração de oxigénio e absorção de cerca de 30% das emissões globais de dióxido de carbono. Devido aos seus significativos benefícios económicos, sociais e ambientais, a garantia de oceanos saudáveis e produtivos é vital para alcançar um desenvolvimento sustentável;
- Independentemente dos benefícios económicos, sociais e ambientais significativos dos oceanos, há inúmeros desafios na sua preservação e manutenção para as gerações futuras;
- Alguns dos problemas que assolam os oceanos são a pesca excessiva e destrutiva, a perda da biodiversidade, incluindo a diminuição grave e/ou esgotamento de determinadas populações de peixes (por exemplo, atum, bacalhau, solha, linguado e pescada), a acidificação dos oceanos (causando o branqueamento de corais), o aquecimento dos oceanos, a destruição dos recifes de coral, a poluição difusa resultante de bacias hidrográficas ou a acumulação de detritos, para além dos derrames acidentais de petróleo, água radioativa de acidentes nucleares, bem como espécies invasoras presentes nas águas de lastro.



Esta foi a terceira visita da iniciativa da Quercus5 Saídas Verdes para a Crise, que pretende chamar a atenção para a Conferencia Rio+20 e mostrar alguns dos sectores-chave em Portugal (energia, agricultura, florestas, pescas e reabilitação urbana), onde o estímulo e o investimento não podem ser esquecidos pela oportunidade de criação de emprego, assegurando uma maior independência e sustentabilidade do país. A Quercus trabalha nesta área com outras associações portuguesas no quadro da PONG-Pescas, Plataforma de Organizações Não Governamentais Portuguesas sobre a Pesca.

A Conferência Rio+20 terá lugar no Rio de Janeiro entre 20 e 22 de Junho e reunirá primeiros-ministros e chefes de Estado de todo o mundo. Ao mesmo tempo, e durante duas semanas, terá lugar na mesma cidade, a Cúpula dos Povos, uma reunião de organizações não governamentais aberta a toda a população que procurará fazer eco das ideias da sociedade civil sobre o futuro do planeta.



Matosinhos, 30 de maio de 2012
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

 

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publicado por Quercus às 21:31

"5 Saídas Verdes para a Crise": mais floresta autóctone, menos incêndios e mais reciclagem

Terça-feira, 22.05.12

A Conferência Rio+20 terá lugar no Rio de Janeiro entre 20 e 22 de junho e reunirá primeiros-ministros e chefes de Estado de todo o mundo. Ao mesmo tempo, e durante duas semanas, terá lugar na mesma cidade, a Cúpula dos Povos, uma reunião de organizações não governamentais aberta a toda a população que procurará fazer eco das ideias da sociedade civil sobre o futuro do planeta. Depois do sucesso da ECO/92 há vinte anos com a aprovação de uma agenda mundial para a sustentabilidade (Agenda 21) e três Convenções das Nações Unidas (clima, desertificação e biodiversidade), a Rio+20 que terá lugar num ambiente de pessimismo e preocupação generalizado é também uma forma de inspiração, de mudança de paradigma, de uma sociedade que deve apostar verdadeiramente num desenvolvimento sustentável e não apenas no crescimento.

Para ultrapassarmos as várias crises que marcam o mundo (alimentação, energia, clima e finanças) necessitamos de uma ação coordenada rumo a uma redução da pegada ecológica, principalmente dos países mais desenvolvidos, através da aposta em fontes renováveis e num uso o mais eficiente possível dos materiais e da energia.

A iniciativa da Quercus “5 Saídas Verdes para a Crise” pretende mostrar alguns dos setores-chave em Portugal (energia, agricultura, florestas, pescas e reabilitação urbana), onde o estímulo e o investimento não podem ser esquecidos pela oportunidade de criação de emprego, assegurando uma maior independência e sustentabilidade do país.

Quercus quer Portugal com 50% de reciclagem de rolhas de Cortiça em 2025, o que permitirá a plantação de 500.000 árvores/ano de espécies autóctones

O GREEN CORK (www.greencork.org), é um Programa de Reciclagem de Rolhas de Cortiça desenvolvido pela Quercus em parceria com a Corticeira Amorim, e que conta com o Continente como principal parceiro na recolha de rolhas. Tem como objectivo não só a transformação das rolhas usadas noutros produtos, mas, também, com o seu esforço de reciclagem, permitir o financiamento de parte do Programa “Floresta Comum”. A opção de utilizar a língua inglesa no nome do projeto, teve como objectivo a internacionalização da reciclagem de rolhas a outros países, uma vez que começa a ser cada vez mais exigido por parte dos consumidores e engarrafadores de todo o mundo, que a totalidade da embalagem possa ser reciclada.

Sem esta reciclagem, não se pode defender a rolha de cortiça como um produto ecológico. Defendendo a rolha de cortiça estamos também a defender o montado de sobro e a biodiversidade que lhe é associada.

A matéria-prima cortiça, como produto natural (que necessita de um tempo longo de crescimento) é limitada, pelo que o seu reaproveitamento não diminui a utilização da cortiça que sai das árvores, mas permite a sua utilização em outros produtos. Apostar nesta vertente é cada vez mais uma condição para mantermos a posição de Portugal como líder do mercado na cortiça.

As rolhas de cortiça recicladas nunca são utilizadas para produzir novas rolhas, mas têm muitas outras aplicações, que vão desde a indústria automóvel, à construção civil ou aeroespacial.

No mercado português entram anualmente cerca de 300 milhões de rolhas, que significam cerca de 1.200 ton. de cortiça, tendo por base uma média de 4 gramas por rolha. Desde o início do programa Greencork, foram estas as quantidades de rolhas recolhidas:

       2010 – 39 ton. (3,25%)

       2011 – 35 ton. (2,92%)

       2012 (até Maio) – 41 ton. (3,42%)

No sentido de dar continuidade ao aumento assinalável do corrente ano, o Green Cork pretende aumentar de forma continuada estas percentagens anuais de reciclagem para atingir em 2025, uma taxa de reciclagem de rolhas de cortiça de 50%.

Esta meta de reciclagem, significa uma quantidade anual de cerca 600 ton, o que nos vai permitir plantar anualmente cerca de 500 mil árvores de espécies autóctones, ao abrigo do projeto Floresta Comum, realizado em parceria com a Autoridade Florestal Nacional (AFN), Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) e Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP): http://www.condominiodaterra.org/pt/envolva-se/floresta-comum/.

Reciclar rolhas é não só prolongar a retenção de CO2, mas também possibilitar que anualmente possam vir a ser plantados anualmente cerca de 5.000 há de floresta autóctones.

Porque devemos dar tanta importância às florestas autóctones?

  • As florestas autóctones estão mais adaptadas às condições do solo e do clima do território, por isso são mais resistentes a pragas, doenças, longos períodos de seca ou de chuva intensa, em comparação com espécies introduzidas;
  • As florestas de árvores autóctones, embora de crescimento mais lento, quando bem desenvolvidas, são normalmente mais resistentes e resilientes aos incêndios florestais, permitindo reduzir a despesa  com o combate aos incêndios florestais e diminuir as emissões de CO2;
  • As florestas autóctones ajudam a manter a fertilidade do espaço rural, o equilíbrio biológico das paisagens e a diversidade dos recursos genéticos, bem como o suporte das atividades agrícolas;
  • As florestas autóctones fazem parte do nosso ecossistema. São importantes lugares de refúgio e reprodução para um grande número de espécies animais autóctones, e potenciam a disponibilização de serviços de ecossistema;
  • Regulam o clima e o ciclo hidrológico, assim como servem de matéria-prima a produtos fundamentais na vida quotidiana.

Dada a discussão internacional que ocorre já neste momento sobre a inclusão nos PIB,s nacionais do desempenho ambiental de cada país, a aposta na floresta autóctone, pode vir a revelar-se determinante na construção de um futuro ambientalmente e economicamente sustentáveis.

As vantagens ambientais da cortiça foram determinantes no confronto com vedantes alternativos
A exploração da cortiça é uma referência a nível mundial de convivência da economia com o ambiente. De facto, a cortiça é um material natural, é 100% biodegradável e reciclável. E não só se gasta muito menos energia na produção de rolhas como a exploração de cortiça mantém florestas de sobreiro que capturam CO2 (4,8 milhões de toneladas por ano só em Portugal) e ainda mantêm a biodiversidade.

Este setor foi ameaçado pelo surgimento de vedantes de plástico e alumínio, e as vantagens ambientais e o bom desempenho técnico deste vedante natural, foram determinantes para a recuperação da quota de mercado que ocorreu durante 2010 e 2011, e que continua a manter esta tendência positiva. Esta conjugação entre o bom desempenho técnico e as inegáveis mais valias ambientais, são a massa crítica que podem alicerçar o futuro desta atividade, e a valorização do ecossistema do montado de sobro. Durante esta visita será inaugurada uma nova linha de aglomeração de cortiça, que representa o maior investimento no setor a nível mundial, e que vai poder potenciar a reciclagem de rolhas de cortiça. A industria da cortiça emprega cerca de 100.000 pessoas em todo mundo.

Mais informações sobre as vantagens ambientais da cortiça, poderão ser consultadas em: aqui e em aqui

Mozelos, 21 de maio de 2012

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

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publicado por Quercus às 15:00

RTP: 'Quercus apresenta cinco saídas verdes para a crise'

Segunda-feira, 21.05.12

Na RTP: "A Quercus vai levar à Conferência do Rio de Janeiro 5 soluções verdes para a crise, considerando que há áreas chave em Portugal onde é possível investir. Os ambientalistas querem Portugal a usar 100% de energia limpa já em 2050." [ver reportagem em vídeo]

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publicado por Quercus às 08:55

Energia: Mais renováveis, Maior eficiência, Mais emprego

Terça-feira, 15.05.12

A Conferência Rio+20 terá lugar no Rio de Janeiro entre 20 e 22 de junho e reunirá primeiros-ministros e chefes de Estado de todo o mundo. Ao mesmo tempo, e durante duas semanas, terá lugar na mesma cidade, a Cúpula dos Povos, uma reunião de organizações não governamentais aberta a toda a população que procurará fazer eco das ideias da sociedade civil sobre o futuro do planeta.

Depois do sucesso da ECO/92 há vinte anos com a aprovação de uma agenda mundial para a sustentabilidade (Agenda 21) e três Convenções das Nações Unidas (clima, desertificação e biodiversidade), a Rio+20 que terá lugar num ambiente de pessimismo e preocupação generalizado é também uma forma de inspiração, de mudança de paradigma, de uma sociedade que deve apostar verdadeiramente num desenvolvimento sustentável e não apenas no crescimento.

Para ultrapassarmos as várias crises que marcam o mundo (alimentação, energia, clima e finanças) necessitamos de uma ação coordenada rumo a uma redução da pegada ecológica, principalmente dos países mais desenvolvidos, através da aposta em fontes renováveis e num uso o mais eficiente possível dos materiais e da energia.

A iniciativa da Quercus “5 Saídas Verdes para a Crise” pretende mostrar alguns dos setores-chave em Portugal (energia, agricultura, florestas, pescas e reabilitação urbana), onde o estímulo e o investimento não podem ser esquecidos pela oportunidade de criação de emprego, assegurando uma maior independência e sustentabilidade do país.

Quercus quer Portugal com 100% de eletricidade renovável em 2050 e reposição de incentivos fiscais à água quente solar

Em dezembro de 2011, a Comissão Europeia adotou o Roteiro para a Energia 2050, um programa de longo prazo que analisa os vários cenários para alcançar o objetivo da União Europeia de descarbonização até 2050.

A contribuição das energias renováveis para a descarbonização da economia europeia é fundamental e incontornável. Neste Roteiro as projeções apontam para as renováveis representarem pelo menos 55% do consumo final de energia em toda a europa (que à data do Roteiro representava 10%). No consumo de energia elétrica o peso das renováveis varia entre de 64% a 97%, dependendo dos cenários.

Portugal comprometeu-se a atingir uma quota de 31% de energia renovável no consumo final de energia em 2020. Para este objetivo, será alcançada uma meta de cerca 60% de consumo de eletricidade por fonte de energia renovável já em 2020.

Face às necessárias políticas de mitigação das alterações climáticas, é fundamental para Portugal, num cenário de descarbonização da economia, de independência energética e da criação de emprego verde, definir uma meta de 100% de energia elétrica renovável para 2050. Esta é uma meta ambiciosa, mas realista. Para tal, é necessário desenvolver e apoiar as redes inteligentes e de ligar a produção de energias renováveis nas redes europeias. Num horizonte de 40 anos conseguiremos ultrapassar os desafios da intermitência de produção de algumas renováveis, proporcionando soluções de armazenamento da eletricidade. Note-se que um objetivo desta magnitude já foi assumido pelos governos da Alemanha e Dinamarca e seria uma meta relevante a traçar neste Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos.

No que respeita à produção de energia primária de fontes renováveis com outras utilizações que não eletricidade, a Quercus considera que a água quente solar requer a reposição de incentivos fiscais, mesmo em tempo de crise, pelos benefícios imediatos e de médio e longo prazo que proporciona à economia e ao ambiente, aproveitando as mais de 3300 horas de sol que privilegiam o nosso país.

Setor energético deverá ser líder no emprego verde

O conceito de empregos verdes é uma tentativa de olhar para sinergias nas áreas do emprego, energia e ambiente. O uso da energia e as pressões sobre o ambiente atingiram uma escala sem precedentes. Apesar dos esforços de se estabelecer um sistema energético de baixo carbono, tal ainda está longe de se atingir á escala global. As energias renováveis mais modernas (excluindo as barragens e o uso de biomassa), representam apenas 1% da energia primária à escala mundial e as emissões de dióxido de carbono não param de acelerar.

A energia é o setor onde o emprego pode vir a ter maior expressão num contexto de desenvolvimento sustentável. As energias renováveis têm 5 a 40 vezes mais empregos por MW que o aproveitamento dos combustíveis fósseis. A produção de eletricidade a partir de painéis fotovoltaicos está associada a 10 vezes mais empregos por GWh que numa central térmica a combustíveis fósseis. Em termos de empregos por Euro gasto, o recurso à energia eólica e à combustão de biomassa também revelam um maior número por comparação com o recurso a combustíveis fósseis.

O Programa das Nações Unidas para o Ambiente estima que número de empregos verdes associados às energias renováveis deverá ser da ordem de 750 mil por ano. Numa estimativa de mais longo prazo, considera-se que uma ação global coordenada no quadro da sustentabilidade do planeta, deverá levar à criação média no mundo de 13 milhões de novos postos de trabalho verdes por ano até 2050.

Em Portugal, já para 2015, prevê-se cerca de 61 mil empregos relacionados com o setor das energias renováveis, sendo cerca de 6 mil empregos diretos. A contribuição total do setor das energias renováveis para o PIB nacional em 2008 era de 2,1%, prevendo-se que atinja 4,1% em 2015.

Cacia/Aveiro, 15 de Maio de 2012
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

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publicado por Quercus às 21:22

Dia 15: Quercus apresenta a primeira de '5 Saídas Verdes para a Crise'

Sexta-feira, 11.05.12

No próximo dia 15 de Maio, a Quercus promove uma visita coordenada com a Bosch Termotecnologia SA e uma pequena sessão sobre o tema Energia na fábrica da empresa localizada em Cacia/Aveiro. A iniciativa insere-se nos preparativos para a Conferência Rio+20 e no Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos.

A Quercus irá apresentar e explicar os objetivos que considera possíveis atingir em 2050 para as energias renováveis em Portugal e que cujo caminho deverá desde já ter início, especificando os benefícios para o país e os estimados à escala mundial que as energias renováveis e a eficiência energética poderão proporcionar em termos de emprego.

A iniciativa da Quercus '5 Saídas Verdes para a Crise' pretende mostrar alguns dos sectores-chave em Portugal (energia, agricultura, florestas, pescas e reabilitação urbana), onde o estímulo e o investimento não podem ser esquecidos pela oportunidade de criação de emprego, assegurando uma maior independência e sustentabilidade do país.

A Conferência Rio+20 terá lugar no Rio de Janeiro entre 20 e 22 de Junho e reunirá primeiros-ministros e chefes de Estado de todo o mundo. Ao mesmo tempo, e durante duas semanas, terá lugar na mesma cidade, a Cúpula dos Povos, uma reunião de organizações não governamentais aberta a toda a população que procurará fazer eco das ideias da sociedade civil sobre o futuro do planeta.

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publicado por Quercus às 12:08

Quercus aponta '5 Saídas Verdes para a Crise'

Sexta-feira, 11.05.12
Como forma de alerta para o tema principal da Conferência Rio+20 - o emprego verde e os serviços dos ecossistemas -, a Quercus sugere '5 Saídas Verdes para a Crise'. A iniciativa decorre entre Maio e início de Junho e será constituída por um conjunto de 5 visitas temáticas dedicadas a 5 casos nacionais de economia verde. A componente ambiental como fator determinante na viabilidade sócio económica da atividade foi o critério de seleção da escolha de projetos que constituem exemplos práticos e viáveis de economia verde. Os temas a abordar serão áreas da floresta, energia renovável, agricultura, pescas e reabilitação urbana. Estes são também os temas onde consideramos que Portugal tem um significativo potencial de desenvolvimento económico e de emprego, num quadro de desenvolvimento sustentável.

5 Saídas Verdes para a Crise

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21 de Junho: Apresentação de Documentário e Debate

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