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“5 Saídas Verdes para a Crise” - Reabilitação urbana: Melhores edifícios, Maior eficiência, Mais emprego

Quarta-feira, 06.06.12

 

A Conferência Rio+20 terá lugar no Rio de Janeiro entre 20 e 22 de junho e reunirá primeiros-ministros e chefes de Estado de todo o mundo. Ao mesmo tempo, e durante duas semanas, terá lugar na mesma cidade, a Cúpula dos Povos, uma reunião de organizações não governamentais aberta a toda a população que procurará fazer eco das ideias da sociedade civil sobre o futuro do planeta.

Depois do sucesso da ECO/92 há vinte anos com a aprovação de uma agenda mundial para a sustentabilidade (Agenda 21) e três Convenções das Nações Unidas (clima, desertificação e biodiversidade), a Rio+20 que terá lugar num ambiente de pessimismo e preocupação generalizado é também uma forma de inspiração, de mudança de paradigma, de uma sociedade que deve apostar verdadeiramente num desenvolvimento sustentável e não apenas no crescimento.

Para ultrapassarmos as várias crises que marcam o mundo (alimentação, energia, clima e finanças) necessitamos de uma ação coordenada rumo a uma redução da pegada ecológica, principalmente dos países mais desenvolvidos, através da aposta em fontes renováveis e num uso o mais eficiente possível dos materiais e da energia.

A iniciativa da Quercus “5 Saídas Verdes para a Crise” pretendeu mostrar alguns dos setores-chave em Portugal (energia, agricultura, florestas, pescas e reabilitação urbana), onde o estímulo e o investimento não podem ser esquecidos pela oportunidade de criação de emprego, assegurando uma maior independência e sustentabilidade do país.

Quercus quer Portugal a reabilitar muito mais que a construir

Os edifícios representam 40% do consumo total de energia na União Europeia. Em Portugal, representam 28% do consumo de energia final e 60% do consumo de eletricidade produzida. A redução do consumo de energia e a utilização de energias renováveis no sector dos edifícios (serviços e residencial) constituem medidas fundamentais para reduzir a dependência energética do exterior e, consequentemente, as emissões de gases com efeito de estufa.

Em Portugal, como no resto da Europa, o próximo desafio neste sector será o da reabilitação pois, de uma forma geral, já existem mais edifícios do que o país precisa para assegurar as suas necessidades. A reabilitação dos edifícios existentes, é fundamental para tornar o sector mais eficiente energeticamente.

Ao nível dos edifícios residenciais, existem 1,9 milhões de fogos que carecem de intervenção, o que corresponde a 34% do parque habitacional nacional. No entanto, o segmento da reabilitação tem um peso reduzido, intervindo em apenas 6,5% dos fogos existentes, enquanto na Europa este valor ascende aos 37%.

Dentro das atividades humanas, o sector da construção é o maior consumidor de recursos naturais, gerando ao mesmo tempo grandes quantidades de resíduos. Os impactes ambientais dos edifícios refletem-se ao longo do seu ciclo de vida, desde a conceção à operação e desconstrução. No entanto, o principal impacte ambiental dos edifícios tem lugar durante a sua operação ou exploração, ao longo dos anos, sobretudo em termos de consumo energético.

O Estado tem aqui também um papel fundamental de atuação e exemplo, pois os edifícios da administração pública representavam cerca de 6% do consumo total de eletricidade em 2009.

Sector da reabilitação urbana tem um contributo fundamental para o emprego verde

Nos últimos 30 anos, o investimento do sector da habitação esteve concentrado na construção de novos edifícios, tendo a reabilitação do edificado existente sido praticamente negligenciada, assumindo atualmente um peso de apenas 6,5% no mercado da construção em Portugal. Esta situação originou uma degradação progressiva das cidades decorrente do envelhecimento próprio. Por isso, torna-se imprescindível o desenvolvimento de processos de reabilitação urbana integrada, racionalizando recursos e evitando intervenções dispersas que possam revelar-se contraditórias.

Esta realidade traduz-se num potencial elevado de crescimento do mercado da reabilitação em Portugal, estimado em cerca de 28 mil milhões de euros, só na componente de reabilitação do edificado habitacional. Isto pode representar a curto prazo a manutenção dos cerca de 140 mil postos de trabalho que o setor tem neste momento em risco, e uma recuperação do peso do sector no PIB nacional que desceu de 8,4% em 2001 para 4,9% em 2010.

Ao nível da UE e dos Estados Unidos, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o ambiente, tornar a indústria da construção mais verde pode representar a criação de pelo menos 2 milhões de empregos

Estratégia inclui conjugação de políticas de incentivo, arrendamento, e tributação do património imobiliário

Para a Quercus, e apesar das dificuldades económicas que o país atravessa, é fundamental apresentar incentivos para o investimento na reabilitação urbana, para além de se avaliar o impacte da reavaliação dos imóveis do ponto de vista tributário, bem como afinar o conteúdo das novas regras relativas ao arrendamento, cujo anúncio está previsto para breve por parte do Ministério do Ambiente.


Lisboa, 5 de junho de 2012

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

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publicado por Quercus às 15:37

Riocentro já é território das Nações Unidas

Quarta-feira, 06.06.12

O centro de conferências Riocentro, espaço que vai albergar a Rio+20, já é território das Nações Unidas. O hasteamento da bandeira decorreu ontem, Dia Mundial do Ambiente. A Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável propriamente dita só acontecerá de 20 a 22 de Junho, mas os primeiros eventos começam já no início da próxima semana.

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publicado por Quercus às 15:00





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