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Notas mais importantes da cerimónia oficial de abertura da Rio+20

Quarta-feira, 20.06.12
UN Photo/Mark Garten

Presidente do Brasil, Dilma Rousseff: destacou a importância do princípio das responsabilidades comuns mas diferenciadas (que esteve em causa nas negociações preparatórias); crise económica e financeira dão significado especial à Rio+20; uma nova visão é necessária para o futuro; transformação radical da economia do Brasil é exemplo para o mundo: 45% da eletricidade é de origem renovável; 75% das áreas de proteção da natureza criadas desde 2003 estão no Brasil; produção agrícola aumentou 180% com apenas mais 30% de área, recorrendo a novas tecnologias e maior eficiência; em 2009 (Copenhaga) a 2020, o Brasil comprometeu-se em reduzir as suas emissões de gases com efeito de estufa entre 36 a 39%; desenvolvimento sustentável implica crescimento da economia e distribuição de rendimentos, acesso à educação e a outros serviços; reduzir desmatamento.

Defendeu que o modelo de desenvolvimento da América Latina e da América do Sul é o caminho para a sustentabilidade. Falou de termos de ser ambiciosos, sendo o documento final resultado da conciliação e de não retroceder em relação à ECO'92. Mencionou que aliás há avanços importantes nos objetivos definidos: erradicar a pobreza como o maior desafio global; fortalecer o Programa das Nações Unidas; programa de 10 anos para produção e consumo sustentáveis; reconhece-se a insuficiência do PIB para medir o desenvolvimento; salvaguarda dos oceanos e preservação da biodiversidade e promove a redução da poluição. É a maior conferência de sempre com a participação da sociedade civil. “O futuro que queremos” não se construirá por si mesmo. Precisamos de mais dedicação: mudanças profundas de atitudes, coletivas e institucionais, mas caberá aos líderes mundiais liderar e agir.

Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon: Este é um dia fundamental para o futuro da humanidade. Há 20 anos muito foi decidido mas os nossos esforços não cumpriram o desafio. O atual modelo económico não responde às necessidades. O Rio+20 é um possibilidade de corrigirmos e estabelecermos um novo curso com dimensões ambientais e prosperidade. Estamos aqui para constituir um movimento global pela mudança. O que vemos no atual mundo? Em 2030 precisaremos de 50% mais alimentos, 35% mais energia e 30% de água só para vivermos como hoje. O desenvolvimento sustentável é o desafio maior. Fazemos história esta semana e temos um acordo para nos guiar na nossa história. Cumprimento e visão é fundamental, não esquecendo a escassez de recurso. Temos uma responsabilidade comum de agir juntos e deixar de lado os interesses nacionais e contribuir para a melhoria de todos os povos. Sabemos o que temos de fazer. Serão necessários milhares de milhões de dólares de investimento; é preciso um grande esforço e isso estará contino no documento da Rio+20. As negociações resultarão em progressos significativos. Os objetivos da sustentabilidade são consonantes com os objetivos do milénio. Juntos nós podemos dar aqui um passo gigante para um futuro melhor para as próximas gerações. [Fotos: UN Photo/Mark Garten]

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publicado por Quercus às 21:13





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